sábado, 20 de fevereiro de 2016

Hoje eu fui Feliz

De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi:

Eu hoje vou ser Feliz!Vou lembrar de agradecer ao sol, pelo seu calor e luminosidade,Sentirei que estou vivendo, respirando.Posso desfrutar de todos os recursos da natureza gratuitamente.Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores, e a suavidade da brisa da tarde. Vou sorrir mais, sempre que puder.Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros,vou aprimorar os meus.Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades!Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir.Não vou lamentar nem amargar as injustiças,vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.Terei sempre em mente que um minuto passado, não volta mais,Vou viver todos os minutos proveitosamente,

Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos,


Nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter,Mas em como posso ser feliz com o que possuo,E o maior bem que possuo é a própria vida.Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção,Vou dedicá-las a alguém.Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca,Apenas pelo prazer de ver alguém sorrir.Vou lembrar que existe alguém que me quer bem,Vou dedicar uns minutos de pensamento para os que já se foramPara que saibam que serão sempre uma doce lembrança,até que venhamos a nos encontrar outra vez.Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém,Especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.E quando a noite chegar, vou olhar para o céu, para as estrelas e para o luar e Agradecer aos Anjos e a Deus, porque:

Hoje eu fui Feliz


Quando a minha mente está calma, eu acesso uma confiança que é descanso e proteção. Uma fé genuína na preciosidade da vida. Sinto que tudo em mim se reorganiza, silenciosamente, o tempo todo. Que isso tem mais a ver com o meu olhar, com a natureza das sementes que rego, do que eu possa perceber. Minha expectativa, tantas vezes ansioso de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranquila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar. Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grato pelas mudanças que já realizei. E relaxo.
Quando a minha mente está calma, eu acesso uma clareza que me permite sentir, com mais nitidez, que há uma sabedoria que abraça todas as coisas. Que o tempo tem uma habilidade singular para reinventar nosso roteiro com a gente, toda vez que redefinimos o que, de verdade, nos importa. Que há um contentamento perene no nosso coração. Um espaço de alimento amoroso. Uma fonte que buscamos raras vezes, acostumados a imaginar a felicidade somente fora de nós e a deslocá-la para distâncias onde não estamos.



Quando a minha mente está calma, eu acesso uma clareza que me permite sentir, com mais nitidez, que há uma sabedoria que abraça todas as coisas. Que o tempo tem uma habilidade singular para reinventar nosso roteiro com a gente, toda vez que redefinimos o que, de verdade, nos importa. Que há um contentamento perene no nosso coração. Um espaço de alimento amoroso. Uma fonte que buscamos raras vezes, acostumados a imaginar a felicidade somente fora de nós e a deslocá-la para distâncias onde não estamos.

Quando a minha mente está calma, os sentidos se expandem e me permitem refinar sensações e sentimentos. Posso saborear mais detalhes do banquete que está sempre disponível, mesmo quando eu não o percebo. Nesse lugar de calma e clareza, não há nada a desejar. Nada a esperar. Nada a buscar. Nenhum lugar onde ir. Eu me sinto sentado sob a sombra de uma árvore generosa, numa tarde azul sem pressa, os pássaros bordando o céu com o seu balé harmonioso. O meu coração é pleno, nenhuma fome. Plenitude não é extensão nem permanência: é quando a vida cabe no instante presente, sem aperto, e a gente desfruta o conforto de não sentir falta de nada.

Pergunto-me


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. 

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. 



Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

fácil e difícil

Saber esperar é uma virtude!
Aceitar, sem questionar, que cada coisa tem um tempo certo para acontecer... é ter fé!
Da vida não quero muito. Quero apenas saber que tentei tudo o que quis, tive tudo o que pude, amei tudo o que valia e perdi apenas o que, no fundo, nunca foi meu.
É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!



É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração.
Soltar. Entregar. Deixar ir.
Deixar partir. Fluir.
Viver no presente. Sem o peso do passado.
Sem expectativas para o futuro.
Saber de nossa finitude.
Saber que somos passageiros.
Sem posses. Sem medo. Sem culpas.
O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência
O mundo não está interessado nos temporais que você encontrou. Ele quer saber se você trouxe o navio

Almas perfumadas

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.



Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia. Minha avó era alguém assim. Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores. A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou. E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.
Ana Jácomo

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

demonios

Quando os dias estão frios
E as cartas todas dobradas
E os santos que vemos
São todos feitos de ouro

Quando todos os seus sonhos fracassam
E aqueles que saudamos
São os piores de todos
E o sangue vai secando


Quero esconder a verdade
Quero abrigar você
Mas com a fera dentro
Não há onde nos escondermos

Não importa o que criamos
Ainda somos feitos de ganância
Este é o meu reino vindo
Este é o meu reino vindo

Quando você sentir o meu calor
Olhe nos meus olhos
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem
Não se aproxime muito
É escuro aqui dentro
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem

Quando as cortinas se fecharem
Vai ser pela última vez
Quando as luzes se apagarem
Todos os pecadores rastejarão
Então eles cavaram as suas sepulturas
E o baile de máscaras
Chegará anunciando
A bagunça que você fez

Não quero decepcionar você
Mas meu destino é o inferno
Embora tudo isso seja para você
Não quero esconder a verdade
Não importa o que criamos
Ainda somos feitos de ganância
Este é o meu reino vindo
Este é o meu reino vindo

Quando você sentir o meu calor
Olhe nos meu olhos
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem
Não se aproxime muito
É escuro aqui dentro
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem

Dizem que é o que você faz
Eu digo que depende do destino
Está enrolada na minha alma
Tenho que deixar você ir
Seus olhos, eles brilham tanto
Quero guardar esta luz
Não posso fugir agora
A menos que você me mostre como

Quando você sentir o meu calor
Olhe nos meu olhos
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem
Não se aproxime muito
É escuro aqui dentro
É onde meus demônios se escondem

É onde meus demônios se escondem

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Rosa Cigana

Rosa Cigana

Mas a estrela da madrugada insiste
Em cantar-me por campos e florestas
Trilhas por onde tão somente ela
Tem a sensibilidade diria até perseverança
De acreditar que conseguiria reencontrar
Então os velhos girassóis sorridentes
Na aventura de olhar em outra direção
Ansiosos como se aguardassem uma canção
Arrastam-me até onde consigo
Ouvir o som da queda d’água
Levando de mim distrações e medos
Seguimos por tornadas e espirais
Como se a vida mostrasse quantas voltas
Devem ser dadas na longa jornada
De se chegar a algum lugar
Ao seu lugar, à sua terra
Ao encontrar a fogueira, as flores
Soltam meus braços num rítmico
Abrir e fechar de suas coroas
Balbuciando no movimento
O que já estava em meu pensamento
Então chamo o vento e a antiga magia
Acorda a natureza morta
Os girassóis já sabiam
E por isso se engrandecem encantados
E do fogo ilumina-se a canção
Optchá!
Os troncos que alimentam as brasas
Se realinham num grande tablado e
Ao redor da chama Rosa Cigana


Mas a estrela da madrugada insiste
Em cantar-me por campos e florestas
Trilhas por onde tão somente ela 
Tem a sensibilidade diria até perseverança
De acreditar que conseguiria reencontrar
Então os velhos girassóis sorridentes 
Na aventura de olhar em outra direção
Ansiosos como se aguardassem uma canção
Arrastam-me até onde consigo 
Ouvir o som da queda d’água 
Levando de mim distrações e medos
Seguimos por tornadas e espirais
Como se a vida mostrasse quantas voltas
Devem ser dadas na longa jornada
De se chegar a algum lugar
Ao seu lugar, à sua terra
Ao encontrar a fogueira, as flores
Soltam meus braços num rítmico
Abrir e fechar de suas coroas 
Balbuciando no movimento
O que já estava em meu pensamento
Então chamo o vento e a antiga magia
Acorda a natureza morta
Os girassóis já sabiam
E por isso se engrandecem encantados
E do fogo ilumina-se a canção
Optchá!

Os troncos que alimentam as brasas
Se realinham num grande tablado e
Ao redor da chama
Quatro flamas agora dançam
Os longos vestidos avermelhados
Enaltecem suas formas
Que evaporam o calor apaixonado de seus corpos
O sapateado invade a vida
E os girassóis batem palmas
No movimento de punhos e mãos
Hipnotiza-se em magia única
Da madeira o som da alegria
E em algum tempo esquecido, do feiticeiro
Escapa um suspiro vestido de sorriso
E ao final da canção
As quatro flamas se unem à semente
Apaga-se o fogo, a madeira vira cinza
E no que foi palco da dança...uma rosa
...Deus vá com você.

Quatro flamas agora dançam
Os longos vestidos avermelhados
Enaltecem suas formas
Que evaporam o calor apaixonado de seus corpos
O sapateado invade a vida
E os girassóis batem palmas
No movimento de punhos e mãos
Hipnotiza-se em magia única
Da madeira o som da alegria
E em algum tempo esquecido, do feiticeiro
Escapa um suspiro vestido de sorriso
E ao final da canção
As quatro flamas se unem à semente
Apaga-se o fogo, a madeira vira cinza
E no que foi palco da dança...uma rosa
...Deus vá com você.