segunda-feira, 17 de agosto de 2015

demonios

Quando os dias estão frios
E as cartas todas dobradas
E os santos que vemos
São todos feitos de ouro

Quando todos os seus sonhos fracassam
E aqueles que saudamos
São os piores de todos
E o sangue vai secando


Quero esconder a verdade
Quero abrigar você
Mas com a fera dentro
Não há onde nos escondermos

Não importa o que criamos
Ainda somos feitos de ganância
Este é o meu reino vindo
Este é o meu reino vindo

Quando você sentir o meu calor
Olhe nos meus olhos
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem
Não se aproxime muito
É escuro aqui dentro
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem

Quando as cortinas se fecharem
Vai ser pela última vez
Quando as luzes se apagarem
Todos os pecadores rastejarão
Então eles cavaram as suas sepulturas
E o baile de máscaras
Chegará anunciando
A bagunça que você fez

Não quero decepcionar você
Mas meu destino é o inferno
Embora tudo isso seja para você
Não quero esconder a verdade
Não importa o que criamos
Ainda somos feitos de ganância
Este é o meu reino vindo
Este é o meu reino vindo

Quando você sentir o meu calor
Olhe nos meu olhos
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem
Não se aproxime muito
É escuro aqui dentro
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem

Dizem que é o que você faz
Eu digo que depende do destino
Está enrolada na minha alma
Tenho que deixar você ir
Seus olhos, eles brilham tanto
Quero guardar esta luz
Não posso fugir agora
A menos que você me mostre como

Quando você sentir o meu calor
Olhe nos meu olhos
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem
Não se aproxime muito
É escuro aqui dentro
É onde meus demônios se escondem

É onde meus demônios se escondem

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Rosa Cigana

Rosa Cigana

Mas a estrela da madrugada insiste
Em cantar-me por campos e florestas
Trilhas por onde tão somente ela
Tem a sensibilidade diria até perseverança
De acreditar que conseguiria reencontrar
Então os velhos girassóis sorridentes
Na aventura de olhar em outra direção
Ansiosos como se aguardassem uma canção
Arrastam-me até onde consigo
Ouvir o som da queda d’água
Levando de mim distrações e medos
Seguimos por tornadas e espirais
Como se a vida mostrasse quantas voltas
Devem ser dadas na longa jornada
De se chegar a algum lugar
Ao seu lugar, à sua terra
Ao encontrar a fogueira, as flores
Soltam meus braços num rítmico
Abrir e fechar de suas coroas
Balbuciando no movimento
O que já estava em meu pensamento
Então chamo o vento e a antiga magia
Acorda a natureza morta
Os girassóis já sabiam
E por isso se engrandecem encantados
E do fogo ilumina-se a canção
Optchá!
Os troncos que alimentam as brasas
Se realinham num grande tablado e
Ao redor da chama Rosa Cigana


Mas a estrela da madrugada insiste
Em cantar-me por campos e florestas
Trilhas por onde tão somente ela 
Tem a sensibilidade diria até perseverança
De acreditar que conseguiria reencontrar
Então os velhos girassóis sorridentes 
Na aventura de olhar em outra direção
Ansiosos como se aguardassem uma canção
Arrastam-me até onde consigo 
Ouvir o som da queda d’água 
Levando de mim distrações e medos
Seguimos por tornadas e espirais
Como se a vida mostrasse quantas voltas
Devem ser dadas na longa jornada
De se chegar a algum lugar
Ao seu lugar, à sua terra
Ao encontrar a fogueira, as flores
Soltam meus braços num rítmico
Abrir e fechar de suas coroas 
Balbuciando no movimento
O que já estava em meu pensamento
Então chamo o vento e a antiga magia
Acorda a natureza morta
Os girassóis já sabiam
E por isso se engrandecem encantados
E do fogo ilumina-se a canção
Optchá!

Os troncos que alimentam as brasas
Se realinham num grande tablado e
Ao redor da chama
Quatro flamas agora dançam
Os longos vestidos avermelhados
Enaltecem suas formas
Que evaporam o calor apaixonado de seus corpos
O sapateado invade a vida
E os girassóis batem palmas
No movimento de punhos e mãos
Hipnotiza-se em magia única
Da madeira o som da alegria
E em algum tempo esquecido, do feiticeiro
Escapa um suspiro vestido de sorriso
E ao final da canção
As quatro flamas se unem à semente
Apaga-se o fogo, a madeira vira cinza
E no que foi palco da dança...uma rosa
...Deus vá com você.

Quatro flamas agora dançam
Os longos vestidos avermelhados
Enaltecem suas formas
Que evaporam o calor apaixonado de seus corpos
O sapateado invade a vida
E os girassóis batem palmas
No movimento de punhos e mãos
Hipnotiza-se em magia única
Da madeira o som da alegria
E em algum tempo esquecido, do feiticeiro
Escapa um suspiro vestido de sorriso
E ao final da canção
As quatro flamas se unem à semente
Apaga-se o fogo, a madeira vira cinza
E no que foi palco da dança...uma rosa
...Deus vá com você.

Ser ou Ter?

Ser ou Ter?
Nossa correria diária não nos deixa parar
para perceber se o que temos já não é
o suficiente para nossa vida.
Nos preocupamos muito em TER: ter isso,
ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo.
Os anos vão passando, quando nos damos
conta, esquecemos do mais importante
que é VIVER e SER FELIZ!


Muitas vezes para ser Feliz não é preciso
Ter, o mais importante na vida é SER.
As pessoas precisam parar de correr atrás
do Ter e começar a correr atrás do SER:
Ser Amigo, Ser Amado, Ser Gente.
Tenho certeza de que, quando SOMOS,
ficamos muito mais Felizes do que
quando Temos.
O SER leva uma vida para se conseguir e
o Ter muitas vezes conseguimos logo.


tirá uma Felicidade
sem preço!
Espero que você deixe de cobrar o que
fez e o que não fez nos últimos anos e
que você tente o mais importante:

SER FELIZ

terça-feira, 7 de julho de 2015

mais forte que os outros


Bem, é sábado à noite
você está toda vestida de azul
Eu tenho observado você há um tempo
talvez você tenha me observado também
Então alguém saiu correndo
deixou o coração de alguém uma bagunça

Bem se você está procurando por amor
Meu bem, o meu é mais forte que os outros


Algumas garotas gostam de um doce Romeu
Bem, por aqui meu bem
Eu aprendi que a gente tem o que pode ter
Então se você for dura o bastante para o amor
Meu bem, o meu é mais forte que os outros

A estrada é escura
E é uma linha estreita demais
Mas eu quero que você saiba que eu irei percorrê-la por você a qualquer momento
Talvez seus outros namorados
Não passariam no teste
Bem, se você for dura e preparada para o amor
Meu bem, o meu é mais forte que os outros

Bem, não é nenhum segredo
Que eu estive por aqui algumas vezes
Bem, eu não sei, querida, talvez você tenha andado até aqui também
Bem, há uma outra dança
Tudo que você tem que fazer é dizer sim
E se você for dura e preparada para o amor
Meu bem, o meu é mais forte que os outros
Se você for dura para o amor
Querida, o meu é mais forte que os outros
 bruce-springsteen/tougher-than-the-rest-traducao.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Prefiro o amor que chega mais tarde do que as paixões apressadas…














As paixões representam inesgotável loucura 

de dois amantes, que por vezes, apressadamente, decidem subir ao cume de uma montanha numa paisagem de sonho …

Já mesmo no começo, a montanha se torna lava, como a sede dos corpos, numa erupção estonteante …

Um vulcão de dentro e de fora…numa respiração cada vez mais sufocante …

Mas o problema chega depois da chegada ao cume, um dos amantes, acaba por esfriar como lava, tornando-se rochedo e nosso coração acaba por ficar como a paisagem negra e sem vida …

Esse amante rochedo, vai nos dizendo … “tudo foi um erro “… “foi bom quando durou “… “era apenas sexo ” …” não era isto que eu esperava “…

Por isso prefiro o amor, que demora, por vezes começa à beira-mar com dois seres descalços a serem banhados…

Dois seres que vão encontrando um no outro vestígios de sempre...rindo...chorando , apreendendo a dizer um ao outro, o mais profundo … através da linguagem do olhar …

E todos os dias será saudável seu encontro…

E sem nos apercebemos vamos sedimentando uma bonita história de amor, até que um dia frente ao mar, escondemos a pressa de tudo e permanecemos num beijo, enraizando a alma num abraço…

Percebemos então que já não somos dois, somos um pedacinho de mar que o destino juntou…

Não temos pressa de nos entregar por completo, preferimos antes amadurecer nos momentos raros de ternura, no tear sedoso das mãos …confundir o por do sol com o aperto da alma, quando um de nós adormece primeiro …

Até que um dia, decidimos acender uma fogueira, no silêncio das estrelas e nos deixamos baptizar pela voz do mar, na noite que será a primeira numa entrega total …

E a partir dai o sonho se torna uma mera consequência, genuinamente nossa …um tatuar de alma no céu, imortalizada nos corpos…e para sempre recordada na saudade…

Até pode ser que um dia esses dois seres se separem, mas vão se lembrar um do outro com um olhar triste e lágrimas felizes …









Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=200169 © Luso-Poemas


Tento te ver por entre vestígios de luz e salpicos de mar

Vejo o beijo mareando na pele azul de dois céus,
Comunicando através das lágrimas secas e molhadas

Vejo feixes de luz alcatroando a estrada de ouro e de prata

Vejo o pestanejar suave do mar na noite apresada

Vejo a vela raiada do sol, substituindo o negro das borbulhas douradas

Vejo o círculo … fechado … aberto … na horizontal … na vertical … de tudo o que é céu…


Vejo na alquimia das marés, a poesia de baloiço que traz e leva horizontes …

Horizontes que aqui defino, que aqui semeio:

Horizonte Tranquilo

Nessa lonjura que as promessas comprometem
Se extingue a solidão num reconfortar de mar

Horizonte (in) Tranquilo

Numa brisa crescente que amarrota o estômago num acenar
Os olhos ganham velas imaginárias, esbofeteadas pelo ondular

Horizonte Nocturno

O frio escurece as luzes das embarcações nos sons húmidos das ondas
Enquanto a lua inveja o farol que rodopia perante as estrelas mudas

Horizonte Saudoso

O espelho mais fiel ao reflexo da alma, buscando a parte que falta
Para lá da memória dos afectos, para lá do azul sem fim

Horizonte Longínquo

O céu tremido e distante embarga as saliências da morte,
No azul orvalhado que não obedece ao incómodo dos olhos

Horizonte (morto) Novo

O espírito fecha os estores e se desprende na brancura dos azuis

Gotejando gotículas solares, irrigadas de sal humano


DESCONHEÇO O AUTOR: