terça-feira, 9 de junho de 2015

Prefiro o amor que chega mais tarde do que as paixões apressadas…














As paixões representam inesgotável loucura 

de dois amantes, que por vezes, apressadamente, decidem subir ao cume de uma montanha numa paisagem de sonho …

Já mesmo no começo, a montanha se torna lava, como a sede dos corpos, numa erupção estonteante …

Um vulcão de dentro e de fora…numa respiração cada vez mais sufocante …

Mas o problema chega depois da chegada ao cume, um dos amantes, acaba por esfriar como lava, tornando-se rochedo e nosso coração acaba por ficar como a paisagem negra e sem vida …

Esse amante rochedo, vai nos dizendo … “tudo foi um erro “… “foi bom quando durou “… “era apenas sexo ” …” não era isto que eu esperava “…

Por isso prefiro o amor, que demora, por vezes começa à beira-mar com dois seres descalços a serem banhados…

Dois seres que vão encontrando um no outro vestígios de sempre...rindo...chorando , apreendendo a dizer um ao outro, o mais profundo … através da linguagem do olhar …

E todos os dias será saudável seu encontro…

E sem nos apercebemos vamos sedimentando uma bonita história de amor, até que um dia frente ao mar, escondemos a pressa de tudo e permanecemos num beijo, enraizando a alma num abraço…

Percebemos então que já não somos dois, somos um pedacinho de mar que o destino juntou…

Não temos pressa de nos entregar por completo, preferimos antes amadurecer nos momentos raros de ternura, no tear sedoso das mãos …confundir o por do sol com o aperto da alma, quando um de nós adormece primeiro …

Até que um dia, decidimos acender uma fogueira, no silêncio das estrelas e nos deixamos baptizar pela voz do mar, na noite que será a primeira numa entrega total …

E a partir dai o sonho se torna uma mera consequência, genuinamente nossa …um tatuar de alma no céu, imortalizada nos corpos…e para sempre recordada na saudade…

Até pode ser que um dia esses dois seres se separem, mas vão se lembrar um do outro com um olhar triste e lágrimas felizes …









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