terça-feira, 9 de junho de 2015

Tento te ver por entre vestígios de luz e salpicos de mar

Vejo o beijo mareando na pele azul de dois céus,
Comunicando através das lágrimas secas e molhadas

Vejo feixes de luz alcatroando a estrada de ouro e de prata

Vejo o pestanejar suave do mar na noite apresada

Vejo a vela raiada do sol, substituindo o negro das borbulhas douradas

Vejo o círculo … fechado … aberto … na horizontal … na vertical … de tudo o que é céu…


Vejo na alquimia das marés, a poesia de baloiço que traz e leva horizontes …

Horizontes que aqui defino, que aqui semeio:

Horizonte Tranquilo

Nessa lonjura que as promessas comprometem
Se extingue a solidão num reconfortar de mar

Horizonte (in) Tranquilo

Numa brisa crescente que amarrota o estômago num acenar
Os olhos ganham velas imaginárias, esbofeteadas pelo ondular

Horizonte Nocturno

O frio escurece as luzes das embarcações nos sons húmidos das ondas
Enquanto a lua inveja o farol que rodopia perante as estrelas mudas

Horizonte Saudoso

O espelho mais fiel ao reflexo da alma, buscando a parte que falta
Para lá da memória dos afectos, para lá do azul sem fim

Horizonte Longínquo

O céu tremido e distante embarga as saliências da morte,
No azul orvalhado que não obedece ao incómodo dos olhos

Horizonte (morto) Novo

O espírito fecha os estores e se desprende na brancura dos azuis

Gotejando gotículas solares, irrigadas de sal humano


DESCONHEÇO O AUTOR:

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